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O que é ser Pirata?

Pirata é: “alguém que luta pela Liberdade na contramão do Sistema”

O que é o Sistema?

O Sistema é o Status Quo: “o estado atual das coisas”.
As coisas são como são atualmente pelo arranjo das estruturas monolíticas de dominação que guiam nossa sociedade.

As guerras, a miséria, as ditaduras, a escravidão plena ou parcial, o racismo, a homofobia, a violência na cidade e no campo, as crises econômicas e tudo o que necessita ser mudado existe como resultado ou consequência da forma como nossa sociedade se organiza. Todas essas coisas beneficiam algum grupo e há um contínuo investimento de recursos para expandir e perpetuar sua existência.

Lutar contra o Sistema é ousar enfrentar os conceitos atuais de “Ordem e Progresso” para estender aos excluídos e oprimidos os mesmos direitos humanos e liberdades civis que desfrutam os privilegiados por ele.

Por que  ir na Contramão?

Nadar contra a corrente é inevitável quando se busca por mudanças. Tudo que precisa ser mudado faz parte das coisas como são. E toda luta para mudar as coisas como são vai exigir algum tipo, na verdade vários tipos, de resistência. Um Pirata não se obriga a seguir leis injustas e a Desobediência Civil é uma ferramenta legítima para reivindicar mudanças.

Muitos piratas acreditam que o conhecimento deve ser livre e vários usam o ciberativismo para abalar as estruturas institucionais. E, além das estratégias alternativas de luta, há também formas diferentes de associação. Cooperativas de produção, serviços ou crédito, rádios pirata, associações comunitárias e todo tipo de organização paralela ao Sistema.

A verdade é que existem inúmeras formas de pensar fora da caixa e subverter as regras do jogo. Ser pirata é navegar à terceira margem do rio.

Por que lutar pela Liberdade?

É necessário ter cuidado com aqueles que falam sobre liberdade. A liberdade é um conceito amplamente abusado em todo tipo de discursos. Encontra-se tanto nas palavras das potências ocidentais para justificar suas guerras, quanto nas de guerrilheiros terroristas que se opõem a elas.

A luta pela liberdade, no entanto, não está apenas em campos de batalha. Toda estrutura de controle verticalizada, que impõe arbitrariamente ordens a serem seguidas sob pena de represália é uma forma de autoritarismo. Podemos encontrar isso tanto no Estado, quanto no setor privado. Ambos os setores que são parte da Sociedade à que deveriam servir, pois “todo poder emana do povo”. No entanto vivemos em um mundo invertido. Nossa suposta democracia, na qual participamos apenas elegendo soberanos na esperança de que sejam coerentes com nossos desejos, e, quando somos forçados a cumprir cotidianamente vontades alheias para subsistir; ambas são tipos de submissão.

Estamos tão acostumados a representar nosso papel de uma mera engrenagem em uma máquina que dificilmente paramos para pensar que as coisas poderiam ser diferentes. O motivo de ser necessário lutar pela liberdade, é que temos muitas ilusões de liberdade, mas na prática ainda há muito mais a ser conquistado. As liberdades não são iguais para todos: enquanto o Sistema funciona mais e melhor para poucos, funciona menos e pior para os que estão na base, ou pior ainda, excluídos. É apenas através de horizontalidade, cooperativismo e descentralização do poder que a liberdade se torna real.

Liberdade é autonomia, tanto de ação quanto de imaginação. É o pensamento crítico e a responsabilidade de se informar e agir de forma coerente, respeitando a liberdade do outro. Ser livre não é deixar de se associar, pois isso é impossível, mas fazê-lo de forma a garantir o máximo de liberdade possível a todos, tanto individualmente quanto coletivamente.

Por que fazer parte de um Movimento?

Nada vai mudar se ficarmos parados, pois desistir não é estratégia. Os que permanecem neutros em situações de injustiça escolhem o lado do opressor. Só deixamos de ser parte do problema quando passamos a ser parte da solução. As coisas só serão transformadas se nos organizarmos e nos associarmos para vencer as forças daqueles que abusam do poder para seus próprios fins. Todas essas frases de efeito são clichês porque carregam verdades.

É fácil se deixar levar pela mensagem do sistema, de que as coisas são assim mesmo e é inútil tentar mudar o mundo. É cômodo, é agradável, é o caminho de menor resistência. Especialmente quando o Sistema nos serve razoavelmente bem e não somos nós que sofremos o pior dele. Basta fechar os olhos, tapar os ouvidos e fingir que não há nada que poderíamos fazer. Que basta pagar impostos ou doar algum dinheiro para cumprir nossa parte. É só não fazer nada de ruim para ser bom, pois o sistema é justo e meritocrático e aqueles que sofrem deveriam apenas se esforçar mais. Se não fazem é porque não querem.

Essa é a narrativa que nos ensinam para impedir que balancemos o barco. A verdade é menos confortável. Todos os dias, homens e mulheres no mundo todo invalidam essas “verdades” do senso comum, atuando para que as coisas mudem para melhor. Não basta querer mudanças, temos que agir para que elas aconteçam.

Você é Pirata e não sabia.
“Eu não tenho um caminho novo, o que tenho de novo é o jeito de caminhar”

As lutas do Movimento Pirata não são novas. A luta por direitos humanos, liberdades civis, transparência institucional, democracia plena, participação da sociedade civil nas estruturas de poder, livre compartilhamento de conhecimento, igualdade racial e de gênero, resistência à opressão, desigualdade social e à corrupção decorrente de estruturas centralizadoras de poder. São todas causas já existentes muito antes de 2003, quando um grupo de indivíduos na internet decidiu hastear a bandeira Pirata.

O Movimento Pirata não tem donos. Todos os que concordam com essas ideologias já são piratas. Todos os que atuam em prol delas já estão lutando por causas pirata. O movimento pirata é um agregador de forças. É uma frente de batalha, internacional e internacionalista. É uma nova onda que veio na crista das possibilidades permitidas pela disseminação do conhecimento, do compartilhamento livre de ideias  e da comunicação entre indivíduos de todos os credos e etnias no mundo todo.  Atualmente existem partidos pirata em todos os continentes e em mais de 60 países. O partido pirata é majoritário na Islândia, um dos países mais desenvolvidos social e economicamente.  A pirataria representa cerca de 25% de toda a transmissão de dados na internet. As mídias alternativas e a liberdade da informação modificarão para sempre as fronteiras da humanidade.

O Movimento Pirata Mineiro é livre e aberto a todos os que concordam com nossa ideologia e quiserem nosso apoio. Entrem em nosso convés, apontem uma causa, montem uma tripulação, icem as velas e vamos juntos partir em direção a nossos objetivos.

Sejam bem vind@s ao Movimento Pirata!

Lutar pela Liberdade na Contramão do Sistema